Mergulhador da Marinha confere parte da aeronave A330 da Air France acidentada no oceano Atlântico em 31 de maio. Novos destroços e despojos foram recolhidos nesta quarta-feira. REUTERS/Brazilian Navy/Handout
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Marinha recolhe despojos e destroços de acidente com AF 447
Qua, 17 Jun, 07h09
SÃO PAULO (Reuters) - Um navio da Marinha francesa recolheu nesta quarta-feira despojos mortais, destroços e bagagens do avião da Air France que caiu no oceano Atlântico no dia 31 de maio com 228 pessoas a bordo.
Segundo o tenente-coronel Henry Munhoz, assessor de comunicação da Aeronáutica, não "dá para quantificar" os despojos encontrados a aproximadamente 950 quilômetros de Fernando de Noronha, local onde equipes brasileiras e estrangeiras fazem as buscas relacionadas ao acidente com o Airbus que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris.
"A gente utiliza o termo corpo quanto a gente tem realmente a percepção de que é um corpo, como aconteceu ontem. Agora, quando não temos essa precisão, a gente usa a expressão despojo", disse o tenente-coronel em entrevista coletiva no Recife.
Ele acrescentou que a PolÃcia Federal e a PolÃcia Civil de Pernambuco vão caracterizar se trata-se de um corpo ou de mais corpos.
Dos 50 corpos resgatados até agora, 49 já estão em Recife para o processo final de identificação, informaram a Marinha e a Aeronáutica.
Na sexta-feira chegarão ao Recife "expressiva quantidade de destroços e bagagens" que estão a bordo da corveta Caboclo. Esse material será transferido para os representantes da comissão de investigação francesa (BEA), responsável pela investigação do acidente.
Autoridades da França e do Brasil disseram nesta quarta-feira que peritos franceses estão participando como observadores nas autópsias realizadas no paÃs, apesar da queixa de Paul-Louis Arslanian, chefe da investigação do acidente, de que um profissional francês teve acesso negado.
De acordo com as autoridades, a cooperação entre os dois paÃses tem funcionado bem.
A Aeronáutica reafirmou que os trabalhos no local do acidente não têm previsão de término. Nesta quarta-feira, começaram as análises a cada dois dias sobre a continuidade das buscas.
"Não temos data para terminar as buscas. As datas que foram apresentadas (sobre as reuniões) foram relativas a suprimentos...para podermos identificar se estamos com todo o material necessário para que as operações continuem", disse Munhoz.
(Por Tatiana Ramil)
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